Planilha é a melhor ferramenta do mundo. Até deixar de ser.
O Excel (ou Google Sheets) leva uma empresa de zero até uns R$ 2 a 5 milhões por ano sem grande sofrimento. A partir daí, ele começa a custar caro, de formas que nem sempre são óbvias.
Os 5 sinais
- Reconciliação manual virou rotina semanal. Você gasta horas batendo número entre planilha de vendas, planilha de estoque, e o extrato bancário. Toda semana, sempre divergente.
- Mais de uma pessoa edita o mesmo arquivo. Conflito de versão, sobrescrita acidental, "qual é a planilha boa" virou conversa diária.
- Você não confia nos números pra decidir. Quando o relatório de margem chega, sua primeira reação é "isso tá certo?".
- Funcionário novo demora semanas pra entender o sistema. Porque o sistema mora na cabeça de alguém, não em lugar nenhum.
- Você está pagando contador caro pra fazer trabalho que software faria. NFe, conciliação, fechamento, tudo manual.
Se 3 desses te descrevem, você passou do ponto de planilha já tem um tempo.
O caminho daqui
A transição planilha-ERP é traumática quando feita mal e indolor quando feita bem. Os princípios são poucos:
- Migra um processo de cada vez, não tudo de uma vez.
- Roda planilha e ERP em paralelo por 30 dias antes de desligar a planilha.
- Trata a migração como projeto com data fim, não como rotina sem prazo.
Nos próximos posts vamos detalhar como sequenciar essa transição módulo por módulo, e o que evita os erros que custam meses de retrabalho.
